sábado, 15 de janeiro de 2011

Pesadelo ?

Sinto que sigo em um caminho sem rumo, sem esperança, a não ser a que tenho em Deus e não irei me permitir de perder, e também não deixarei minha fé fraquejar de novo, mas mesmo assim, ainda sinto que estou em um caminho sem direção, tentando fugir de um cativeiro criado por mim mesmo, uma prisão aberta, mais que eu não consigo escapar dela, pois parece que meus pés estão fixados no chão, e afundando cada vez mais. Minha mente viaja, pensa coisas que não devia, e não tem a capacidade de articular mais nada, não consegue mais pensar em algo diferente, não consegue mais me impulsionar a agir, e isso só me faz afundar mais e mais, e durmo, flutuo e afundo em um pesadelo sem fim, sem conseguir destinguir onde estou e nem quem eu sou. Não consigo saber se estou na minha prisão, ou na prisão de outros, se estou perto do paraíso, ou perto do purgatório, ou até mesmo do inferno, só sei que cada vez mais a enfermidade no meu coração piora, e não sara, não sara e não cicatriza, permanece aberta, criando uma cratera infinita, impossível de enxergar, impossível de alcançar, impossível de tocar, mas eu a sinto, e sinto a destruição que me consome e me arrasa e me intercala em um universo paralelo ou em um mundo mais do que imperfeito, onde cada vez mais parece que minha vitória é demorada, não consigo sair deste lugar que não sei onde fica, do qual não sei o que é e nem o que proporciona a mim e minh'alma, só sei que ele me arrebata e me destroi entre dois diferentes poderes, o da persuasão e o da imaginação, onde em ambos, não consigo decifrar o código que me persegue e faz o trabalho de me destruir pouco a pouco, lentamente; na persuasão, sou levado a acreditar que vivo em um mundo irreal, mesmo não sendo verdade (pois é irreal), mas sou instruído a isso, sou instruído a colocar fé em um sonho que não devia sonhar e nem tentar tornar realidade, mas me deixo levar, e, como esperado, eu perco, como em todo o decorrer dessa vida; na imaginação, sou abominado a tecer formas diferentes para um futuro próximo, que, em um caos estabelecido previamente, deixo-me acreditar na façanha que invento, achando que isso iria mesmo acontecer, e a decepção aumenta a destruição. Mas isso é apenas um pesadelo, e estou cansado de não conseguir acordar do mesmo, para esquecer isso e deixar para trás. Acorde-me quando Janeiro acabar, pois em Fevereiro, quero estar mais próximo da luz, e, finalmente, poder acordar.

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